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Hippoglossus hippoglossus

Halibute do Atlântico · pesca, iscas e melhor época

O maior peixe plano do mundo. Predador poderoso dos fundos nórdicos, pode alcançar tamanhos enormes.

Halibute do Atlântico — Hippoglossus hippoglossus

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Tamanho50-200 cm
Peso5-100 kg
Profundidade50-2000 m
Dificuldade★★★★
Longevidade50 anos
FamíliaPleuronectidae

Visão geral

O maior peixe plano do mundo. Predador poderoso dos fundos nórdicos, pode alcançar tamanhos enormes.

Identificação

Olhos no lado direitoForma oval alongadaLado inferior brancoBoca largaEscamas ásperasBarbatana dorsal longaCauda heterocercaCabeça larga
Corpo
Corpo plano e ovalado, com olhos em um lado.
Coloração
Marrom-escuro no lado superior, esbranquiçado na parte inferior.
Dimorfismo sexual
Ausente/não evidente
Crescimento
Lento, cresce significativamente apenas após vários anos.

Taxonomia

Família
Pleuronectidae
Ordem
Pleuronectiformes
Classe
Actinopterygii

Espécies aparentadas

Hippoglossus stenolepisReinhardtius hippoglossoidesAtheresthes stomiasHippoglossoides platessoidesPleuronectes platessa

Habitat e distribuição

Ambiente
Mar profundo, Pelágico
Fundo preferido
Rocha, Areia, Lama
Distribuição geográfica
Costas do Atlântico Norte, do Oceano Ártico ao Golfo de Maine, até o norte da Europa.
Micro-habitat
Prefere fundos rochosos e arenosos, onde se esconde para surpreender presas de baixo para cima.

Prefere fundos mistos de rocha e areia onde pode se camuflar facilmente.

Presença por zona marinha

Eu Atlantico NeMáxima
Eu Mare NordMáxima
Na Atlantico NwMáxima
Na Costa Est NordMáxima
Arctic AtlanticoMáxima

Alimentação

Presa principal
peixes, lulas, crustáceos
Presa secundária
bacalhaus, arenques, capelim
Presa ocasional
polvos, caranguejos
Comportamento alimentar
Predador de emboscada, espera camuflado no fundo antes de atacar a presa que passa.
Predadores naturais
focas, orcas, tubarões

Prefere presas de grande porte, atacando de surpresa.

Comportamento

Atividade
diurnal
Comportamento social
solitary
Agressividade
medium
Migração
Residencial, com deslocamentos limitados para reprodução.
Comportamento sazonal
Aproxima-se da costa durante a época de reprodução.
Juvenis
Os jovens permanecem próximos aos fundos costeiros em águas menos profundas.
Adultos
Os adultos preferem águas mais profundas e áreas mais abertas.

Reprodução

Época de desova
maio, junho
Profundidade de desova
entre 200 e 500 metros
Ovos
Ovos pelágicos, pequenos e numerosos.
Fase larval
Larvas planctônicas que se desenvolvem antes de se assentar no fundo.
Maturidade sexual
Entre 10 e 14 anos

Quando pescar Halibute do Atlântico

Calendário de atividade

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
MáximaBoaBaixaInativa

Atividade por estação

Spring
90%
Summer
70%
Autumn
90%
Winter
100%

Melhores horários

Diamattino, pomeriggio
Noite

Esta espécie mostra a máxima atividade de pesca em primavera, outono e inverno, quando o índice de produtividade (FPI) atinge os valores mais altos.

Condições ideais

Pressão atmosférica

Baixa

More active, moves to hunt.

Média

Regular bottom activity.

Alta

Still on the bottom.

Tendência barométrica
Em subida

Stays on bottom.

Estável

Feeds regularly.

Em queda

More active, moves to search for prey.

Temperatura da água

4°CZona ótima: 8-15°C18°C
Maré preferida: moving

Onde pescá-lo

Melhores spots

bordas de recifesplataformas de areialinhas de água brilhantescontornos do fundo

Preferência de fundo

Areia
100%
Lama
90%
Misto
70%
Posidônia
50%
Rocha
40%

Tipo de spot

Praia
100%
Estuário
90%
Porto
70%
Cais
70%
Boat
70%
Recife
40%

Técnicas de pesca

Recomendadas

espinhelrede de emalharrede de esperacorrico

Outras aplicáveis

BolentinoPesca A FondoDeep DroppingBolentino LeggeroBolentino MedioBolentino ProfondoDriftingPesca A Fondo Leggera

Iscas recomendadas

peixeslulascamarõesarenque

Iscas por pressão

Baixa
Jig head + softbaitMetal jig pesante (100-300g)Soft plastic grande (20-30cm)Paddle tail softbaitSlow pitch jig
Média
Aringa interaAringa vivaCalamaro interoPezzo di pescePolpo mortoSgombro interoEsca viva profonda
Alta
Aringa interaAringa vivaCalamaro intero

Como pescá-lo de verdade

O halibute-do-atlântico é um gigante achatado do Atlântico Norte: cabeça larga, boca ampla, olhos no lado direito e um corpo que quase desaparece no fundo. Em água aberta ele parece ausente, até você passar sobre o seu terreno e esse silêncio virar um ataque seco e pesado.

🐟 Para saber

Uma característica biológica marcante do halibute-do-atlântico está no desenvolvimento inicial: os ovos são pelágicos e as larvas vivem no plâncton; depois, ao crescer, transformam-se em peixes de fundo e se assentam no substrato. Essa é uma transição real e típica dos peixes chatos.

🌊 Onde e quando

Você o procura ao longo das costas do Atlântico Norte, do Oceano Ártico ao Golfo de Maine e ao norte da Europa, sobre fundos de rocha, areia ou lama, inclusive em grande profundidade. Os adultos preferem áreas mais abertas e profundas, enquanto os jovens ficam mais próximos dos fundos costeiros. Fica mais interessante nos meses de pico indicados e, em maio-junho, pode se aproximar da costa para reproduzir.

🎣 Como pescá-lo de verdade

Para pescá-lo de verdade, a chave é uma apresentação firme no fundo, porque ele caça de emboscada rente ao substrato. Entre as técnicas do contexto, o espinhel é a mais coerente com sua biologia: iscas naturais como peixes, arenque ou lula colocadas perto do fundo em bordas de pedra, plataformas de areia e mudanças de relevo. Use equipamento pesado: vara robusta de fundo, linha de 30-50 lb, líder de aço inox de 80 lb, anzóis circulares 10/0 e chumbos de 500 g.

💡 O detalhe que faz a diferença

O detalhe que muda tudo é não pensar só na profundidade, mas no contato com o fundo certo. O halibute se camufla e ataca de baixo para cima: por isso vale insistir onde areia e rocha se encontram, ou ao longo do contorno do fundo, mantendo a isca baixa, natural e claramente dentro da faixa em que o peixe pode vê-la passar acima dele.

Dicas de captura e manuseio

Luta
Combate poderoso com fortes arremessos laterais.
Manuseio
Manuseie com cuidado para evitar lesões, mantenha uma boa pega devido ao tamanho.
Soltura
Liberte com cuidado, evitando danos nas brânquias e nas barbatanas.

Curiosidades e cultura

Capturas recorde
Tamanho máximo documentado: até cerca de 470 cm e 320 kg (fonte: FishBase). Recorde IGFA All-Tackle: 190 kg (418 lb 13 oz), capturado por Thomas Nielsen em Vannøya, Troms (Noruega), em 2004.
Na cozinha
Muito apreciado defumado ou assado, ingrediente de muitos pratos tradicionais nórdicos.
Notas culturais
Nas lendas nórdicas, é considerado um símbolo de força e resistência.
Notas históricas
Caçado desde os tempos dos vikings pelo seu valor alimentar.

Guias de pesca para esta espécie

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para pescar Halibute do Atlântico?

Janeiro, fevereiro, março, abril, maio, setembro, outubro, novembro, dezembro. Esta espécie mostra a máxima atividade de pesca em primavera, outono e inverno, quando o índice de produtividade (FPI) atinge os valores mais altos.

Quais técnicas funcionam melhor para Halibute do Atlântico?

espinhel, rede de emalhar, rede de espera, corrico

Do que Halibute do Atlântico se alimenta?

peixes, lulas, crustáceos

A que profundidade Halibute do Atlântico vive?

50-2000 m. Prefere fundos rochosos e arenosos, onde se esconde para surpreender presas de baixo para cima.

Que iscas usar para Halibute do Atlântico?

peixes, lulas, camarões, arenque

Onde se pesca Halibute do Atlântico?

bordas de recifes, plataformas de areia, linhas de água brilhantes, contornos do fundo

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